Uso ritualístico de ervas na Umbanda

Sei que este assunto já foi abordado aqui no blog, mas não mencionei as ervas classificadas entre, quentes, mornas e frias, por isso volto a conversar com vocês, caros amigos leitores, sobre esse assunto tão presente em nossas vidas religiosas.
O uso ritualístico  de ervas na Umbanda é muito comum. Qual consulente nunca saiu de um terreiro sem um indicação de um banho de limpeza ou equilíbrio energético? 
O axé vegetal está presente em todo a ritualística da Umbanda são empregadas em defumações, banhos, chás, amacis, no ritual de bate folha e até mesmo durante as giras através da manipulação dos guias.
Qual preto velho nunca pediu um ramo de arruda ou um galho de guiné? E os caboclos de Ogum que pedem espadas de São Jorge ou Lanças de Ogum?
Nossos queridos pretos velhos e caboclos quando nos indicam um banho de ervas por exemplo sempre tomam o cuidado de balancear as ervas entre quentes e frias ou mornas ou indicam um banho equilibrador após um banho de limpeza mais intensa.
Vamos relembrar o que são ervass frias, mornas e quentes?
  • Ervas quentes
São ervas que tem em sua estrutura energética energias e vibrações capazes de eliminar, limpar, dissolver, anular, cortar e, ou quebrar energias, vibrações, larvas astrais, que podem ser fruto de atuações espirituais ou não. A atuação dessas ervas é semelhante a de um ácido, que possui um alto poder de limpeza, porém leva tanto as energias e vibrações que nos são nocivas como os fluidos que nos são vitais.
  • Ervas mornas
Esse tipo de ervas tem a propriedade de equilibrar e restaurar nosso corpo energético quando da utilização de ervas quentes. Esse tipo de ervas pode ser utilizado diariamente sem restrições.
  • Ervas frias
Ervas frias são as ervas de uso específico, sem função ritualística, necessariamente, em geral sua função em muitos dos casos é medicinal.

Vamos a alguns exemplos das classes de ervas citadas acima.

Como ervas quentes podemos citar: erva de bicho, guiné, peregum roxo, arruda, aroeira, jurema preta, pinhão roxo, bambú, quebra demanda, espada de São Jorge, fumo, casca de alho, casca de cebola, entre outras.

Como ervas mornas temos: sálvia, alfavaca, alfazema, cana do brejo, erva de Santa Maria, manjericão, verbena, alecrim, manjerona, hortelã, calêndula (flor), camomila (flor), cipó de caboclo, umbaúba, angico, entre outras.

São ervas frias: macela (flor), algodoeiro, anis estrelado, jasmim, louro, noz moscada, losna, angélica, sândalo, erva de Santa Luzia, mil folhas, pichuri, imburana (semente), entre outras.

Essas ervas podem e devem ser utilizadas em banhos e defumações lembrando que para utilizar ervas nas defumações elas devem estar totalmente secas. Para banhos, tanto faz secas ou frescas, qdo a água começar a borbulhar, na fervura, apagar o fogo, colocar as ervas e abafar.

Bem irmãos espero que tenham gostado deste artigo.

Um abraço fraterno.

D A N I E L


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