Legalização de Espaços


Salve, salve, Galerinha do bem!!!

Hoje no final da tarde recebi um e-mail de Pai Rodrigo Queiroz dirigente espiritual umbandista de uma cidade do interior paulista chamada Bauru. Nesse e-mail Pai Rodrigo fala sobre a importância de estarmos amparados pela lei quando temos nosso terreiro aberto.

A maioria dos terreiros de Umbanda tem sua origem no seio familiar onde, em muitos casos, a mediunidade se manifesta de forma natural ou até por hereditariedade e um membro da família dá um passe em um vizinho, benze o filho de outra, aconselha outro e assim as pessoas começam a chegar e quando a família se dá conta está com um terreiro aberto ajudando muita gente através da fé.

Quando não procuramos um terreiro em um momento de aflição buscando uma palavra de consolo, uma orientação quanto ao que fazer, que direção seguir e somos convidados a vestir o branco e iniciar nosso desenvolvimento mediúnico 7 anos passam rápido e quando temos missão a cumprir como dirigentes somos surpreendidos com a outorga do grau de Pai ou Mãe espiritual e assim começamos a fundamentar nossos terreiros.

No Candomblé esse crescimento ocorre dentro de muita disciplina, aprendizado e dedicação à roça, aos Nkices, Orixás, Voduns (conforme a nação) e ao Pai ou Mãe a quem se deve muito respeito e obediência. Não sou profundo conhecedor dos cultos de nação para falar muito mais que isso e como não quero falar besteiras limito-me a parar por aqui.

Desde que o homem começou a se organizar em grupos e viver em sociedade foi necessário criar regras para que o convívio coletivo se tornasse mais organizado, essas regras receberam o nome de leis.

As Leis tratam dos direitos e deveres de todos os cidadãos brasileiros, no caso do Brasil, determinado o que se pode ou não fazer.

Existem leis que regulam a economia, a política, a educação, os delitos, inclusive regulamentam a abertura de espaços religiosos independentemente do credo professado pelos fundadores.

Infelizmente muitos dirigentes espirituais como os que citamos acima, que iniciaram seus terreiros em um núcleo familiar desconhecem essas leis o que os levam a ficar à margem da legalidade e privando-os do amparo legal mesmo quando vítimas.

Dessa forma é fundamental legalizar nossos espaços religiosos perante os olhos da Lei a fim de nos resguardar de problemas futuros como os ataques que, infelizmente, vemos publicados nas redes sociais com certa frequência aos quais a mídia televisiva não dá a devida importância, pois não dá audiência.

Segundo Pai Rodrigo Queiroz um ato como a camarinha que exige recolhimento do filho de fé no terreiro por um período determinado de tempo, se sem documentação adequada, pode gerar para o Pai ou Mãe de santo problemas sob acusação de cárcere privado. Por essa razão nós dirigentes espirituais temos o dever e a obrigação de buscar essas informações para que nossos atos religiosos transcorram com total tranquilidade, beleza e axé.

No Brasil há diversas federações que congregam os cultos de matriz afro no sentido de orientar os Pais e Mães de Santo quanto à documentação necessária, alvarás, entre outros aspectos jurídicos para os quais necessitamos de respaldo bastando filiar-se. Então julgo adequado que cada sacerdote e sacerdotiza procure uma federação ou associação cuja filosofia seja compatível com suas convicções e busque orientação para que possamos estar resguardados na letra da Lei de eventuais ataques de fanáticos fundamentalistas religiosos ou até mesmo de filhos de santo ou sua família mau intencionados para que possamos continuar testemunhando momentos lindos como uma saída de santo de um filho iniciado.




Meu abraço fraterno.


Pai Daniel


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