O Carpinteiro de um só martelo


Ae Galera!!!!
Hoje venho compartilhar com vocês um texto que meu preto velho me ditou esta madrugada, numa noite de insônia.
Essa é a história de Paulo e José, que segundo conta meu preto velho eram dois carpinteiros que viviam na vila que ficava próxima a fazenda onde ele foi cativo.
Paulo e José, segundo conta Pai Guiné, eram visinhos. Na carpintaria de Paulo a bancada era cheia de ferramentas mas muito bagunçada enquanto a de José tinha apenas um martelo e pregos.
Durante muito tempo era José que tinha mais clientes porque sempre que alguem precisava de algum serviço de carpintaria olhavam as duas bancadas e acabavam preferiando a de José que aparentemente era mais arrumada.
No entando José demorava muito para entregar seus trabalhos pois dependia muito do tamanho das tábuas que os lenhadores entregavam a ele e geralmente eram irregulares o que o obrigava a fazer as peças com as tabuas com tamanhos irregulares o que tornava seu trabalho grosseiro e feio.
E assim as pessoas pararam de comprar com José e as duas carpintarias passaram a ficar as moscas.
Até que um dia o vigário da igreja da cidade passava enfrente a carpintaria de paulo e viu um relicário muito bonito, bem entalhado e resolveu encomendar um oratório para a igreja.
Paulo o fez em pouco tempo e ficou muito bonito e assim passou a ter mais encomendas e passou a não dar conta de tantos pedidos.
Depois de algum tempo José resolveu engolir todo seu orgulho e foi conversar com Paulo que lhe explicou que para ser um bom carpinteiro é preciso saber usar as ferramentas do ofício e não só o martelo como ele fazia.
Foi aí que José se lembrou do velho baú que havia recebido de herança e estava cheio de ferramentas que a princípio desperezou.
E foi assim que José aprendeu a usar o serrote, o formão, a groza, a planina, etc... passando a ser um bom carpiteiro assim como Paulo era.

Pai Guiné termina o texto me dizendo que a Umbanda nos dá muitas ferramentas de trabalho entretanto muitos de nós fazemos como José as guardamos em um baú e não as utilizamos.
Ele diz que preferimos ficar martelando as mesmas coisas, os mesmos problemas gira após gira nos pés dos guias, diz que sempre ensinam as mesmas mirongas pra nós e não guardamos o aprendizado e diz que a mironga mais importante que é rezar muitos de nós não fazemos.

Eu ainda acrescentaria, de grifo meu, que muitas vezes estudamos tanto, temos contato com nossos guias e aprendemos muito, e quando precisamos de ajuda, em geral nada fazemos por nós mesmos, sempre corremos às entidades em busca de um milagre, sendo que muitas vezes, como disse Pai Guiné uma oração seria o suficiente pra solucionar o problema, concordo que as vezes o problema é sério e que precisa da intervenção deles mas devemos fazer a nossa parte nos reformando intimamente.

Um abraço fraterno

Daniel

Comentários

paidanieldexango disse…
Essa canalização não ficou muito boa mas enfim tá aí publicado aguardo coments

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