Festejos de Yemanjá


Salve, salve, Galerinha do bem!!!

Mais uma vez vamos chegando ao final de mais um ano de muitas lutas, muitas conquistas, algumas perdas, mas um ano de muitas vitórias. Esta é a época do ano em que homenageamos nossa amada Mãe e Rainha do Mar Yemanjá, e é também um momento do ano em que meu coração se enche de alegria, pois muitos terreiros vão louvar a senhora que faz parte do meu ser imortal, mas também me enche de vergonha ao ver como esses mesmos terreiros, em sua grande maioria, deixa as praias ao retornarem aos seus lares. 

Sou um dos muitos umbandistas conectados à grande rede mundial que milita, que luta pela Umbanda e cultos de matriz africana, que clama por respeito não apenas tolerância. Meu trabalho como o de muitos outros grandes comunicadores é muito importante, eu perto de alguns influencers do axé sou uma formiguinha, mas tenho me perguntado "como exigir respeito se ao final da festa de Yemanjá na praia meus irmãos não respeitam os outros banhistas?"...

Pois é meus irmãos. Falamos tanto em respeito e quando chega nossa vez de respeitar o que fazemos?
Deixamos um rastro de lixo no local sagrado de nossa Mãe Yemanjá. É incoerente pedirmos respeito, justiça quando algum louco intolerante religioso invade nossos terreiros quebrando e destruindo tudo que vê pela frente se nós mesmos quando vamos à praia louvar nossos guias e Orixás o que fazemos é sujar, poluir com lixo a natureza, nosso santuário vivo.


É comum vermos barquinhos de isopor, frascos de plastico de alfazema, bijuterias, espelhos e garrafas de vidro quebrados, restos de frutas, peixes, manjares, flores espalhados por todo canto!!! Já pararam para pensar no risco que isso representa para a natureza, para nós mesmos e para a saúde pública? Isso sem falar das incontáveis bitucas (restos) de cigarros de toda espécie e charutos!!! 

Muitos animais marinhos como tartarugas confundem esses materiais com alimento e acabam morrendo, o vidro quebrado na areia muita vezes fica enterrado e pode causar sérios ferimentos em quem corre ou caminha descalço pela faixa de areia e ainda ferir gravemente nossas crianças. Nãos podemos permitir que isso aconteça para que continuemos tendo o direito de clamar por respeito sempre que sofremos atentados contra nossa liberdade de crença e fé.

Vivemos um momento em que nossa espiritualidade já nos ensinou que depois que sacralizamos a oferenda, o Orixá ou entidades absorvem o que precisa ser recebido o que resta é apenas lixo, L, I, X, O, LIXO!!! Dessa forma ao final dos trabalhos podemos pegar um saco grande e reforçado de lixo e recolher tudo aquilo que não serve mais e fazer o descarte adequado preservando, assim, o direito de todos de usufruir da praia, LOCAL PÚBLICO, não apenas nosso.

Podemos fazer as oferendas dentro de nossos espaços religiosos que são preparados com tanto zelo, carinho, amor, fé e fundamento por nós dirigentes espiritais exatamente para esse fim, a final, fazemos isso o ano todo, depois de feitas as oferendas podemos partir para a praia apenas para a louvação à Divina Mãe Yemanjá e nossos guias para agradecer por tudo de bom que recebemos durante todo o ano. Espero que em breve possamos entregar a praia como essa da imagem que vemos logo acima, LIMPA!!!

Meu abraço fraterno.


Pai Daniel 
O Japa Umbandista

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Lua Grande? Lua Pequena?Uma Lua? Ai meu Deus, qual a diferença???

As quartinhas na Umbanda

O Alguidar na Umbanda