Prezados irmãos,

Ontem voltei do terreiro pensando no que escrever no blog após esse período de recesso para merecido descanso, período em que aproveitei para ver e rever velhos conceitos.

Agora são 06:17 da manhã de domingo, creiam estive até agora pensando no que escrever aqui. Bem como estamos no início do ano e a fé é o primeiro sentido, a primeira linha de Umbanda, resolvi partilhar com vocês o meu entendimento sobre o que é a fé, vejam bem o que escreverei nas linhas seguintes refletem a minha forma de encarar esse sentimento tão puro e sublime.

Meus queridos irmãos convido-os para uma reflexão. O que é fé para vocês?

São poucas as vezes que paramos para pensar e refletir sobre o que é a fé para cada um de nós. A fé na vida de cada um de nós se manifesta de um jeito diferente, acredito que dificilmente a fé se manifesta na vida de duas pessoas da mesma forma. 

Certa vez conversando um uma amiga muito querida, num momento em que eu passava por grandes conflitos internos ela me questionou sobre o que era fé para mim naquele momento. Após refletir um pouco eu disse que fé era crer nas existência de Deus, então ela me respondeu que ter fé não é crer na existência de Deus mas sim ter a certeza de que ele existe e olha por nós.

Aquela breve conversa me marcou tanto que me lembro até hoje daquelas palavras. Hoje mais maduro, e até me atrevo a dizer um pouco mais experiente em relação a vida e a fé hoje venho falar para vocês sobre o que é a fé para mim.

Comparo a fé ao solo sobre o qual caminhamos, que o sol aquece e a chuva irriga. Mas como todos sabemos o solo para ser fértil necessita de alguns cuidados tais como arar, adubar, quando falta chuva irrigar, tirar eventuais ervas daninhas e / ou pragas para que só então o solo se torne apto a receber sementes, as quais acolherá e no tempo certo germinarão e chegará a hora da colheita.

Então assim foi, é e será a minha fé. No momento em que conversei com minha amiga, como citei anteriormente, a minha fé era um solo bom mas não estava fértil ainda, necessitava de cuidados, cuidados esses que somente eu poderia dispensar a este solo.

Foi então que após arrancar as ervas daninhas da auto-piedade e sentimento de perseguição eu estava apto a arar este solo com o conhecimento e adubá-lo com os bons conselhos ofertados pelas entidades dia a dia no terreiro. Depois disso todas as sementes que eu lançava durante o trabalho mediúnico germinavam, algumas floresciam, outras cresciam davam frutos ou geravam novas sementes que seria levadas e distribuídas a quem quizesse receber.

Algumas pessoas chegam as nossas giras com sua fé semelhente ao solo castigado pelo sol do deserto, mas creiam irmãos, mesmo no solo árido do deserto Deus encontra uma forma de fazer florecer os cactus, como o da imagem que ilustra este texto.

Como todos devem saber se não cuidarmos do solo ele acabará perdendo sua força e por conseqüência a sua fertilidade. Aí certamente você me pergunta como cuidar de nossa fé? Eu lhes responderei. Não há uma receita infalível para curar sua fé, pois como já disse cada um sente de um jeito.

Vejamos os muçulmanos que oram a Alá algumas vezes por dia, o comungar do católico, o culto evangélico, a meditação do budista e nossas giras. Cada um desses religiosos sente e vivencia a fé de formas diferentes, e mesmo entre os católicos haverão formas diferentes de sentir a fé.

Para descobrir esse caminho, essa metodologia de cultivar o solo fértil que é sua fé, eu, meu irmão, lhe convido a se recolher ao seu íntimo e procurar esse caminho, essa forma. Estou certo de que encontrará, no entanto, não tenha pressa, busque com calma, com verdade, com sinceridade, e certamente chegará a esse caminho.

Um abraço fraterno.

D A N I E L

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