A Figura controversa de Exu na Umbanda e na Sociedade.

Exu é, foi e sempre será uma figura controversa e alvo de muitas discussões e debates tanto no meio religioso Umbandista e Candomblesista quanto na sociedade como um todo.

Me lembro até hoje, da minha época de moleque, das coisas que eu ouvia falar sobre Exu, das quais, descobri, que todas, absolutamente todas são mentiras e invencionices de pessoas que não simpatizam com os cultos de matriz Afro ou que são ignorantes nas duas acepções da palavra. Primeiro por não conhecerem quem realmente é Exu e o que representa para o Umbandista e Candomblecista e segunto pela forma, em geral, grosseira com que se dirigem a esse grande Orixá ou a essa grandiosa linha de trabalhos dentro do ritual Umbandista.

Para se entender Exu temos que conhecer Exu tanto na concepção Umbandista quanto na concepção Candonblecista.

Para o Candomblé Exu é o Orixá do movimento e o responsável pela comunicação entre o Orum e o Ayê, existem muitas lendas que falam sobre Exu, uma das mais famosas é aquela em que Exu prega peças em Oxalá três vezes, sujando suas vestes brancas e cometendo um crime no reino de Xangô e denuncia uma pessoa com as mesmas descrições de Oxalá que ao chegar no Reino de Xangô é preso.

Na Umbanda Exu é o guardião dos médiuns e do templo, terreiro, abaça, oca, como queiram chamar. É ele quem desce as esferas umbralinas mais negativas a fim de buscar e desmanchar feitiços malígnos. É Exu quem abre os caminhos para que os trabalhos possam ocorrer.

Exu é o executor natural das Leis Divinas e daquilo que a Justiça Divina ordena assim como é ele quem aplica a Lei do Karma, dessa forma Exu não é bom nem mal. Exu vai se valer daquilo que as Leis lhe permitirem para aplicar aquilo que lhe é ordenado.

Creio firmemente que os seres que aceitam pagamentos sob a alcunha de Exus de Lei não passam de espíritos caídos que continuam a cair por aceitarem praticar o mal contra alguém pelo simples fato de receberem "um pagamento" em troca "dos seus serviços", conhecidos popularmente como Quiumbas.

Apesar de esterem a nossa frente no processo evolutivo, eles, dentre as entidades com as quais trabalhamos tais como caboclos, pretos velhos, eres, baianos, boiadeiros, marinheiros, ciganos, os mais próximos de nós vibratóriamente. Eles estão a nossa frente pois já deixaram o ciclo reencarnatório e continuam seu processo de evolução no Plano Espiritual através das falanges às quais foram incorporados.

Acho,particularmente, difícil e ao mesmo tempo fácil falar de Exu, fácil pois estou em plena comunhão com meus guias em especial com o Exu que me guarda e mais do que tutor e tutelado, somos amigos, irmãos em Oxalá, por isso sei o que realmente é Exu e por outro lado é difícil porque pessoas inescrupulosas usam o nome Exu para tirar proveito no sofrimento alheio oferecendo milagres mirabolantes da noite para o dia e sempre colocando o nome de Exu em suas tramóias e sujeira.

É dificultoso falar sobre Exu também por conta da imagem negativa criada pela Igreja Católica, que pintou Exu como o ser diabólico de pele vermelha, chifres, rabo com ponta de seta, pés de bode, presas, etc e também pela péssima influência exercida pelas seitas neopentecostais que insistem em chamar todo trevoso que se manifesta em seus fiéis de Tranca Ruas, Exu Caveira, Maria Padilha etc.

Eu tenho plena certeza que é através do trabalho de formiguinha de cada sacerdote, babalô, dirigente espiritual, Padrinho, ou como queiram chamar em seus terreiros, promovendo a caridade e o bem através de seus Exus, que essa imagem será desfeita e Exu passará a gozar do respeito que lhe é devido, não só do povo de santo, mas da sociedade como um todo.

Fica meu abraço fraterno.

Daniel
Filho de Orixa.

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